Os melhores retratos
de Tamsin davam-se no intervalo da necessidade de ficar bem na
fotografia e no receio que isso não acontecesse, com todos os
fantasmas interiores a açambarcar as expressões e os gestos.
Cláudia volta a insistir nos grandes planos onde tudo isto ganhava
relevo ( « a fotografia é implacável», o Miguel sempre disse) .
Editou apenas o que ficou desse intervalo. Como um momento em que os pés
descansam dos saltos e o corpo respira livre de espartilhos. Há uma
beleza não fabricada que tem um cair despojado, despretensioso e livre.