Uma
chávena
de café vazia na extremidade de uma mesa, um pau de canela, um
pacote de açucar amarrotado. Vai-se desfazendo a agitação urbana.
Homens de fato e gravata com o tom cinzento da mesas, dispersam-se,
abandonam a esplanada.
As nuvens anunciam mais chuva. A Primavera anda pouco convicta.
Deixa-se rir numa claridade inviolável. Depois de almoço, Afonso
entrega-se à fotografia com uma abertura semelhante a esse riso.
Olhos azuis, dentinho a aparecer em todas as expressões, vestígios
de suor e fôlego no rosto. Afonso está crescido. Continua a frequentar o colégio. Agora no
primeiro ano.